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02 abril 2007

Celtas 1


A doutrina céltica acreditava que a alma é imortal e chega ao aperfeiçoamento através das reencarnações.


Admitia como certa a lei de causa e efeito: o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os actos que livremente praticasse. Toda a acção era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundo as obras praticadas. A crença céltica e druídica dizia que o homem teria a ajuda dos espíritos protectores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida actualmente como lei do carma.

Os celtas cultuavam a Mãe Natureza.

A religião celta era exercida por sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado directamente ao lado feminino da natureza.Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimônias sagradas.

Os celtas entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da saúde. O grande desenvolvimento dos celtas foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente através da mente.


Geralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canalização de energia. As construções megalíticas eram condensadores e drenadores de energia telúrica, com elas criavam "shunts" nos canais de força telúrica, desviando-a para múltiplos fins. Os Celtas chegaram a ter pleno conhecimento de que as forças telúricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de forças, e que a energia mental podia direccionar aos canais, ou até mesmo gerar canais secundários de força. Sabiam o que era a energia subtil, e que podiam aumentá-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais.


Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais sagradas. A realização das cerimónias celtas não se prendia somente ao lugar, também tinham muito a ver com a época do ano, com determinadas efemérides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasiões em que as forças cósmicas mais facilmente interagiam com as forças telúricas. Os celtas sabiam que a energia telúrica sofria reflexões e refracções ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto é que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto não tinha qualquer conotação erótica, era antes um modo para a energia não ser impedida ou desviada pelas vestimentas.Também tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da importância de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutilá-la inutilmente e até mesmo da importância de tratá-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia não esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com relação à "Mãe Terra".

14 março 2007

O festival Celta de Shamhain


O festival do Halloween tem sua origem no milenar festival Celta de Shamhain. Os Celtas viveram há 2000 no território que hoje chamamos Irlanda, e que faz parte da Grã-Bretanha, em parte no nordeste da França, mas também na Peninsula Ibérica. O Festival era celebrado no dia 1º de Novembro. Este dia marcava o final do verão e da colheita, que era seguido pelo período de inverno extremamente frio e com dias sem sol. Um longo período de escuridão.

Á meia-noite do dia 31 de Outubro, a celebração do Shamhain tinha início, quando se acreditava que os espíritos dos mortos voltavam para reviver na Terra. Esse espíritos causavam, além de outros danos, prejuízos nas plantações; o espantalho para afastar os espíritos das plantações tem características do Judas malhado na Semana Santa dos cristãos. Outros espíritos que vinham, ajudavam aos Druidas, sacerdotes Celtas, à premonição e leitura do futuro. Para o povo, era um grande conforto, acompanhar as profecias e orientações religiosas dos sacerdotes, pois isso os ajudava a proteger-se contra a escuridão e os perigos das trevas do inverno.

Uma interminável lista de tipos de celebrações são atribuídas ao Festival do Shamhain.

Pelo ano 43, A.C., os Romanos conquistaram a maioria dos territórios celta. No curso de 400 anos, os Romanos impuseram regras e lei nas terras celtas; dois festivais de origem Romana foram combinados com a tradição celta da celebração do Shamhain. A primeira foi a Feralia, um dia no final de Outubro quando os Romanos tradicionalmente comemoravam a passagem da morte. O segundo festival era um dia em honra de Pomona, a Deusa das frutas e das árvores. O símbolo de pomona é a maçã e, possivelmente tenha sido absorvida pelo Festival de Shamhain o que explica a introdução da maçã, nos dias de hoje.

Por volta do ano 800 D.C., por influência do Cristianismo, isto foi ampliado para todos os mais distantes territórios celtas. No século XVII, o papa Bonifácio IV, designou o mês de Novembro, no dia 1º, como o Dia de Todos os Santos e mártires. Acredita-se que tal iniciativa teria sido a de neutralizar o sentido do Shamhain; tanto que este dia foi considerado um Dia Santo.

Esta celebração, em inglês, passou a ser chamada de All-hallows ou All-hallowmas que em inglês antigo, Alholwemesse, significava Dia de Todos os Santos; seguindo no tempo, em inglês, provavelmente, o All-hallows Eve, tenha composto a corruptela Halloween. Mais tarde, por volta de 1000 D.C., foi instituído o Dia de Finados, celebrado em alguns territórios da Gália, onde hoje estão Portugal, Espanha, Itália etc. Em alguns desses países, principalmente a Espanha e muitos países latinos de língua espanhola, celebram O Dia dos Mortos com muitas festas, espetáculos pirotécnicos, desfiles de fantasias. Na verdade o Shamhain foi desmembrado em três festas.

Os esotéricos têm outra versão para o Hallowenn que começa pela origem da palavra Halloween que se originaria das Hallowinas, assim chamadas as guardiãs femininas do Saber Oculto das Terras do Norte ( Escandinávia ), predominância do domínio feminino, no que tangia ao conhecimento do Oculto ( ou seria do que era ocultado? )

Após a conquista das Gálias, pelos Romanos, os vencedores cuidaram de trabalhar para apagar a cultura pré-existente, como forma de desestruturar e impor a nova ordem, do dominador. Isso assegura ao vencedor, o afastamento do risco de reorganização do vencido.

A festa de Halloween, na verdade, equivale ao Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, como foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, origem da festa.

O dia da comemoração dos mortos para os Cristãos, era o Ano Novo, para os Celtas. Exatamente à meia-noite, hora fechada aos vivos e única hora de passagem para os seres ( os mortos ) que habitam em outro plano astral em busca de pedido de perdão aos vivos para, assim, alcaçarem a paz.

Exatamente, como aconteceu aos druidas, proibidos das manifestações da sua cultura mas, que foi absorvida por transformações ao longo da História, na medida dos interesses de outras culturas e religiões. Mesmo hoje, em nossos dias, distanciados dos fatos Históricos ela permanece ocultada por camadas de aculturações. Mas, ainda assim, resiste.

Durante três dias, os Celtas acendiam velas dentro de cabeça de abóbora para indicar o caminhos àqueles que eles acreditavam serem visitados por seus parentes e receber o perdão daqueles a quem eles haviam feito sofrer. Fica esclarecido o significado da cabeça de abóbora iluminada por uma vela, além do significado de sabedoria (pela humildade para saber pedir perdão e como prova de vida além da vida).